Por
Tatiana Milanez
Repórter
O Dia Mundial do Rim é celebrado há 20 anos em toda segunda quinta-feira do mês de março para recordar a importância dos cuidados preventivos e também de tratamento do órgão. Neste ano, a data caiu neste dia 12. Ações de conscientização aconteceram em todo o País coordenadas pela Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN). Em São Mateus, pacientes e funcionários do Hospital Estadual Roberto Arnizaut Silvares receberam orientações sobre o tema.

A responsável pela Rede de Atenção à Saúde das Pessoas com Doenças Crônicas da Superintendência de Saúde de São Mateus, a assistente social Ana Carolina Dornelas, afirma que o Dia Mundial do Rim é celebrado “por ser uma questão de saúde pública”. Segundo ela, “doença renal crônica já é um problema de saúde pública porque de cada 10 pessoas no mundo, uma desenvolve algum problema nos rins” – afirma.
De acordo com Ana Carolina, várias ações acontecem ao longo desta semana em todo o planeta, inclusive no Norte do Espírito Santo. “Em vários municípios, está sendo feita a coleta do exame da creatinina, por exemplo. Aqui no Hospital Roberto Silvares, estamos fazendo orientações sobre os fatores de risco para doença renal crônica, quais são os exames indicativos, que são o de urina e da creatinina, para fazer uma detecção precoce da doença renal crônica. Então, estamos abordando pacientes, acompanhantes e todos os colaboradores do hospital, exceto da UTI” – detalha.
A atividade do Dia Mundial do Rim em São Mateus é organizada pelos servidores do Núcleo de Segurança do Paciente (NSP) e do Núcleo de Educação Permanente (NEP), em parceria com a Rede de Doenças Crônicas Não Transmissíveis da Superintendência Regional de Saúde de São Mateus (RDCNT/SRSSM). Também participam acadêmicos de Enfermagem do Ceunes.
Hemodiálise em São Mateus
Ana Carolina explica que o serviço de hemodiálise em São Mateus é privado, conveniado com o Sistema Único de Saúde (SUS), e atende vários municípios do Norte do Estado.

Foto: Tatiana Milanez/TC Digital
“É de extrema importância termos esse serviço [de hemodiálise] porque os pacientes que estão no estágio cinco, ou seja, com problema de doença renal crônica, são indicados para terapia renal substitutiva, que é a hemodiálise. E esses pacientes precisam da hemodiálise para viver porque a função dos rins é filtrar o sangue e, quando ele não funciona corretamente, tem alguma falha significativa, funcionando apenas 10% ou 15%, a pessoa vai precisar da máquina para se manter vivo” – frisa.
TC
A oferta do serviço de hemodiálise em São Mateus foi uma das muitas conquistas a partir das lutas regionais encampadas pelo jornal Tribuna do Cricaré. Foram inúmeras reportagens apresentando a demanda da sociedade e provocando autoridades até que o serviço fosse, de fato, implantado e iniciado o seu funcionamento.
Cuidados preventivos são fundamentais para a saúde dos rins
O médico nefrologista, especialista focado no diagnóstico e tratamento clínico de doenças do sistema urinário, principalmente os rins, Jabny Dornelas, pontua que o primeiro passo na prevenção à doença renal crônica é saber se a pessoa já é portadora de alguma moléstia que pode levar ao problema renal. Cita como exemplos o diabetes e a hipertensão.
“É preciso cuidar de doenças como a diabetes e hipertensão, além de praticar regularmente exercícios físicos, ter boa alimentação e hidratação. Aqui, na nossa região, principalmente por ser mais quente, é preciso ingerir bastante líquido e fazer exames regulares” – afirma.

Foto: Tatiana Milanez/TC Digital
“Essas ações [de orientação e prevenção] são importantes porque a desinformação é grande e assusta todo mundo falar que uma em cada dez pessoas tem problema renal. Ou seja, é um problema grande. Então, com essa conscientização, os pacientes chegam mais rápido ao médico e o cuidado é maior” – reforça.
Segundo Jabny Dornelas, a obesidade também tem contribuído para o aumento das chances de os pacientes fazerem hemodiálise.
Foto do destaque: Tatiana Milanez/TC Digital






