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DIA DAS MÃES: Entre desafios e afeto, Gorete Bastianello compartilha trajetória marcada pela dedicação à família

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Por Tatiana Milanez – Repórter

Moradora do Centro de São Mateus, a empresária Margarida Gorete de Mello Bastianello carrega uma história que traduz bem os desafios e as transformações da maternidade ao longo das gerações. Casada com Marcos Aurélio Bastianello, ela é mãe de dois filhos: Marcos Augusto Bastianello, de 30 anos, e Aurélio Henrique Bastianello, de 28, ambos já casados. Gorete lembra com emoção a fase em que precisou conciliar o trabalho com a criação dos filhos.

Foto: Arquivo da família/Divulgação

Segundo ela, a rotina de mãe, agora com os filhos crescidos, é mais tranquila, mas salienta que já foi mais intensa em outras épocas. “Hoje já não é tanto porque eles estão grandes, casados. Mas, quando eram pequenos, me dedicava o máximo que podia, mesmo trabalhando o dia todo. Aprendi a valorizar ao máximo o tempo em casa, principalmente nos finais de semana. Fazia questão de estar com eles, de dar atenção, de participar” – frisa.

Gorete pontua que a experiência da maternidade, no entanto, foi bem diferente daquela vivida pela própria mãe. Ela detalha que é filha de uma mulher que criou dez filhos, no interior, em casa, mas sem rede de apoio; logo, os próprios irmãos cuidavam uns dos outros. “Com 7 ou 8 anos, eu já tinha que ajudar a cuidar dos menores. Minha mãe não trabalhava fora, mas tinha que dar conta de tudo em casa. Não sobrava muito tempo para atenção ou lazer com os filhos” – enfatiza.

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Gorete avalia que essa vivência influenciou diretamente a forma como ela decidiu criar os próprios filhos. “Eu quis fazer diferente. Sempre busquei dar atenção, carinho, estar presente. E também tive ajuda em casa, o que facilitou muito e permitiu que eu tivesse mais tempo de qualidade com eles, até mesmo porque acredito que a educação dos filhos começa em casa e não pode ser deixada só para a escola. A gente percebe claramente a diferença nas crianças que têm atenção da família” – sustenta.

Mãe de coração e casa cheia

Segundo Gorete, mesmo com os filhos já casados e independentes, a casa continua cheia. Ela afirma que atualmente acolhe quatro sobrinhos, que considera como filhos do coração. “Todos têm suas mães, mas moram comigo, porque estão aqui para estudar. Cuido, oriento, dou carinho. É uma alegria ter a casa cheia de jovens” – afirma.

De acordo com Gorete, a comemoração do Dia das Mães deste domingo será diferente. Ela explica que a família sempre celebra a data com a sogra dela, ou com a mãe, mas neste ano a família enfrenta a perda das duas em 2024 e 2026, respectivamente. “Este ano, meu filho caçula e o meu marido vão passar o dia comigo. “Agora, de certa forma, me tornei a matriarca da família. Vamos passar juntos, com carinho, do nosso jeito” – complementa.

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Foto: Arquivo da família/Divulgação

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