DIEGO GARCIA
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – O desemprego no Brasil aumentou 27,6% em quatro meses de pandemia, informou nesta quarta-feira o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

No início da Pnad Covid, criada pelo IBGE para apurar os efeitos da pandemia no mercado de trabalho, há quatro meses, a população desocupada era de 10,1 milhões. Em agosto, esse número chegou a 12,9 milhões.

A única região a apresentar queda na desocupação foi o Sul do Brasil, com diminuição de 2,3%. O Norte e Nordeste foram os mais atingidos, com quedas de 14,3% e 10,3%, respectivamente.

A população ocupada apresentou redução de 2,7% no mesmo período, mas aumentou desde julho 0,8%. Em agosto, eram 84,4 milhões de brasileiros empregados, segundo a Pnad Covid.

A taxa de desocupação no país, segundo dados da Pnad Covid, foi de 13,1% em julho para 13,6% em agosto.

Apesar de também calcular os efeitos no emprego dos brasileiros, a Pnad Covid não é comparável à Pnad Contínua, que ainda é usada como indicador oficial do desemprego no país, com dados mais atuais.

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A última Pnad Contínua, com dados de julho, foi a primeira pesquisa de desemprego do IBGE que pegou três meses completos de pandemia no Brasil. A taxa oficial de desemprego chegou a 13,3%, a maior já registrada em um segundo trimestre, e ainda não reflete totalmente os efeitos da crise.

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