WALESKA BORGES
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – O prefeito do Rio, Marcelo Crivella (Republicanos), estuda agora proposta do setor hoteleiro para “pulverizar” o público do Réveillon, em vez de concentrá-lo em Copacabana, na zona sul da cidade, para evitar aglomerações.

No final de semana, a prefeitura informou que a festa não ocorreria no “modelo tradicional”, que reúne cerca de 3 milhões de pessoas na praia de Copacabana. Entre as hipóteses estudadas, estava a realização de um Réveillon sem público.

A afirmação de Crivella foi feita após se reunir, nesta quinta-feira (30), com representantes do setor hoteleiro para discutir um novo formato para a festa, em meio à pandemia do novo coronavírus.

“Eles [setor hoteleiro] me apresentaram uma ideia interessante que é você espalhar o povo, ao invés de concentrar em Copacabana. No sentido que todos possam assistir diversos espetáculos e não ter problema de estarem aglomerados, de repente alguém sem máscara contaminar muita gente”, afirmou o prefeito.

De acordo com Crivella, a vigilância sanitária da cidade estuda uma série de medidas para evitar aglomerações durante a festa.

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“Vamos apresentar ao conselho científico e, depois, novamente à sociedade, discutir com vereadores. Acho que pode ser uma boa ideia”, afirmou.

Crivella disse ainda que a dor das mortes na pandemia irá durar para sempre, mas que é preciso prosseguir. “De certa forma, a gente precisa superar essa nossa tristeza, essa nossa tragédia. Enxugar os olhos, erguer os olhos para os céus e prosseguir. Nós temos filhos, netos, jovens. A vida continua embora tenhamos que levar para sempre essa tragédia, essa dor que foi essa pandemia no mundo inteiro”, afirmou.

No fim de semana, a Riotur (órgão do turismo municipal) informou que pretendia apresentar ao prefeito novos formatos possíveis para o evento, sem a presença direta de público, em modelo virtual. Segundo a Riotur, a ideia é atingir o público pela TV e plataformas digitais. A festa tradicionalmente começa a ser organizado em agosto.

FOLIA EM RISCO

O Carnaval do Rio também está em risco. Representantes de algumas das 12 escolas do grupo especial de escolas de samba avaliam que não há segurança para o desfile em 2021 sem que haja uma vacina.

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O receio foi tratado em reunião virtual da Liesa (Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro) que terminou sem uma definição sobre a realização do evento.

Após a reunião, a Riotur atendeu ao pedido da Liesa e não abriu a venda de ingressos para o setor turístico do sambódromo. Também há discussão sobre o Carnaval de rua, que não está confirmado.

Em nota, a Riotur disse que aguarda a próxima assembleia da liga, que definirá o rumo dos desfiles, para comunicar a decisão à prefeitura do Rio.

A Riotur apontou que vem mantendo conversas com o Gaesp (Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública do Ministério Público), órgão atuante na construção do evento, e que ainda não é possível falar em definição do Carnaval do ano que vem.

O órgão também afirmou que a realização da festa vai depender de análise de toda a situação, incluindo o número de casos, a evolução no tratamento da doença, a prevenção e a criação de uma vacina.

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