O crédito rural destinado à agricultura familiar no Espírito Santo apresentou avanço no período de julho de 2025 a março de 2026, totalizando R$ 2,37 bilhões, um crescimento de 11% em relação ao mesmo intervalo anterior. De acordo com o Governo do Estado, em termos absolutos, isso representa um acréscimo de aproximadamente R$ 235 milhões injetados no setor.

Foto: Freepik-GovernoES/Divulgação
Os dados foram apresentados ontem pela Secretaria Estadual da Agricultura (Seag). “Esse desempenho positivo ocorre no contexto do Plano de Crédito Rural para o Espírito Santo, lançado pelo Governo do Estado em parceria com a União e diversas instituições financeiras, como Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco do Nordeste, Banestes, Sicoob-ES, Sicredi, Cresol e Bandes” – destaca a Seag.
“O plano é resultado de uma construção coletiva que envolveu entidades representativas dos produtores rurais e dos pescadores, definindo atividades agropecuárias prioritárias para aplicação dos recursos, com taxas equalizadas e abaixo da Selic” – reforça.

Para o subsecretário estadual de Desenvolvimento Rural, Michel Tesch, o desempenho evidencia o direcionamento mais eficiente das políticas públicas no Estado.
“O Espírito Santo cresceu 11% em valor enquanto o Brasil teve queda de 0,1% no volume financeiro aplicado. Isso mostra que, no Estado, a agricultura familiar tem sido mais dinâmica que a média nacional. Esse resultado é reflexo de políticas públicas que integram crédito, assistência técnica e apoio à comercialização, elevando a qualidade do investimento e a renda no campo” – pontuou Tesch.
Desempenho por modalidade de crédito
A Secretaria Estadual da Agricultura reforça ainda que, pelo desempenho por modalidade de crédito, no custeio houve expansão simultânea em volume e número de operações. “Foram 11.844 operações, alta de 11%, com R$ 969,1 milhões aplicados, crescimento expressivo de 21,6%. O dado indica maior demanda por capital de giro, associada à intensificação das atividades produtivas e ao aumento dos custos operacionais no campo” – detalha.
Já no investimento, segundo a Seag, o número de operações recuou 5,3%, passando para 15.433 contratos, enquanto o volume financeiro avançou 4,7%, atingindo R$ 1,39 bilhão. “Esse movimento sugere maior concentração de recursos em operações de maior valor”, frisa.
No consolidado, o Espírito Santo registrou 27.277 operações, crescimento discreto de 1,2%, mas com aumento relevante no volume financeiro total. “A combinação de leve expansão no número de contratos com forte elevação nos valores médios evidencia um crédito mais robusto e direcionado” – complementa a Seag.
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