O mamão está em alta no mercado nacional. Na Ceasa da Grande Vitória, o preço do quilo da variedade Havaí (conhecida também como papaia) chegou próximo de R$ 5. Em Brasília, beirou os R$ 15. Com essa valorização, produtores da fruta no norte capixaba já se preparam para a nova safra, que começa neste mês de agosto. De acordo com estudos do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), o mamão, apesar de produzir o ano todo, tem picos em duas safras anuais, sendo a primeira em maio e junho, e a segunda de agosto a outubro.

Edvaldo Permanhane é vice-presidente da Associação Agricultura Forte.

Produtor rural em São Mateus, Edvaldo Permanhane afirma que o preço do mamão está em alta justamente porque não há tanta disponibilidade da fruta nesta época do ano, sendo que o mamoeiro depende de condições climáticas favoráveis, com as temperaturas mais altas exercendo maior influência na cultura, sobretudo na formação das flores e no amadurecimento dos frutos.

Ele enfatiza ainda que outro fator que influencia no preço é que o mamão é consumido in natura, com baixa taxa de industrialização. “A fruta sai da roça e vai para a mesa do consumidor, devendo ser consumida em poucos dias”, frisa. O produtor, que é vice-presidente da Associação Agricultura Forte, destaca que, no auge da safra, o preço cai para cerca de R$ 0,30 o quilo. No entanto, defende que os valores ideais de comercialização devem ficar entre R$ 0,80 e R$ 1,00.

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PRODUÇÃO

O Espírito Santo produz duas variedades de mamão. Além do Havaí, é produtor também do Formosa, que tem valor inferior em comparação ao primeiro. Conforme Edvaldo Permanhane, também são grandes produtores de mamão no Brasil os estados de Bahia, Pará e Rio Grande do Norte. A fruta é originária da região sul do México, segundo os estudos do Incaper.

COMÉRCIO

Permanhane afirma que a produção na propriedade dele, na localidade de São José, nas margens da estrada de Santa Maria, zona rural de São Mateus, é enviada para uma packing house em Sooretama, de onde é distribuída para supermercados da região. Os frutos selecionados tipo exportação vão para os Estados Unidos, o Canadá e para países da Europa.

 

Produtor defende novas regras de plantio

Edvaldo Permanhane defendeu novas regras para tornar o cultivo do mamão mais atraente e rentável aos produtores rurais. A principal é estabelecer uma cota de plantio, para que o mercado não seja sobrecarregado com ofertas da fruta, o que derruba os preços. Ele afirma que, quando o preço está bom, em alta, os produtores se animam e iniciam o plantio, “muitas vezes exagerado”. Depois, o preço despenca e os produtores erradicam as plantações. “Não está dando para brincar de ficar gastando dinheiro”, enfatiza.

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Outra ação que o produtor defende para garantir o mercado do mamão é incentivar o consumo. Para ele, os preços elevados praticados em alguns estabelecimentos fazem com que o consumo seja reprimido. Permanhane afirma ainda que, se o preço estiver muito alto, a dona de casa fica desestimulada de levar o mamão para a mesa. Neste sentido, o fruticultor entende que devem ser realizados entendimentos entre a Associação Agricultura Forte, da qual é o vice-presidente, e a Associação Capixaba de Supermercados (Acaps) para chegarem a um acordo de preço médio do mamão nas gôndolas dos supermercados que agrade aos consumidores.

São Mateus-ES

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