Por
Claudio Caterinque
Repórter
Com votação expressiva, a professora Ana Paula Oliveira Costa venceu a consulta eleitoral para a direção do Centro Universitário Norte do Espírito Santo (Ceunes) nos próximos quatro anos. De acordo com o resultado oficial apresentado nesta sexta-feira pela presidente da Comissão Especial para Pesquisa Eleitoral do Ceunes, professora Katia Maria Morais Eiras, a chapa encabeçada pela professora foi eleita com 54,8% dos votos.
Segundo os dados da Comissão Eleitoral, a votação teve 2.557 eleitores cadastrados sendo, 195 docentes, 67 técnicos e 2.295 estudantes.
A Chapa 2, que teve como candidata a diretora a professora Ana Paula Oliveira Costa e a vice-diretora a professora Keli Simões Xavier Silva obteve 114 votos da categoria docentes, 51 votos da categoria de técnicos e 685 votos da categoria estudantes, totalizando de 850 votos, ou índice de 54,8% –os votos de cada categoria têm pesos diferentes na apuração. Também foram registrados 13 votos em branco, sendo 3 de professores, 10 de alunos e nenhum de técnicos.

Foto: DA-Ceunes/Divulgação
A Chapa 1, que tinha como candidatos os professores Cathiana do Carmo Dalto Banhos (diretora) e José André Lorenço (vice-diretor) obteve 301 votos –55 votos da categoria professores, 7 da categoria de técnicos e 239 votos da categoria estudantes, resultando em um índice de 16,3%.
Já a Chapa 3, dos professores Osmar Vicente Chevez Pozo (diretor) Keydson Quaresma Gomes (vice-diretor) teve 75 votos, sendo 11 dos professores, 4 da categoria de técnicos e 60 de estudantes, totalizando um índice de 4,7%.
POSSE
Desde 30 de março deste ano, quando o presidente Lula sancionou a Lei 15.367/2026 que muda o processo de escolha de reitores e diretores de campi das universidades, caberá ao reitor Eustáquio de Castro proceder a nomeação da nova diretora eleita. A posse acontece em 11 de agosto.
A medida do presidente Lula põe fim ao modelo da lista tríplice e estabelece que deverá ser nomeado para esses respectivos cargos o candidato mais votado na consulta realizada pela comunidade acadêmica.
Isso ocorreu porque, segundo a Andifes, de 2019 a 2021, das 50 nomeações feitas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, 18 foram de reitores que não haviam vencido as consultas realizadas internamente nas instituições, situação que gerou tensões e protestos das comunidades acadêmicas.
Foto do destaque: DA-Ceunes/Divulgação




