A conjuntura econômica nacional e as mudanças necessárias para o desenvolvimento do País e do Espírito Santo foram os temas da palestra proferida pelo governador Renato Casagrande, no 161º Café de Negócios da Associação Empresarial da Serra (Ases). Ele destacou que a situação fiscal do Estado é Nota A na Secretaria do Tesouro Nacional. Ele defendeu uma reforma da Previdência que garanta o fim de privilégios e devolva a confiança ao mercado.

“Hoje temos uma máquina ineficiente, que cobra tributos exagerados para sustentar essa máquina. Estamos debatendo a reforma da Previdência e, todo mundo pendurou, principalmente o setor produtivo, suas esperanças nessa reforma. A reforma é para resgatar a confiança e precisamos atingir os regimes próprios de previdência” – afirmou.

Casagrande disse que é favorável à reforma, desde que sejam feitas algumas mudanças em relação à proposta inicial do Governo Federal, enviada ao Congresso. “Sou contra a proposta de capitalização como o governo está defendendo, só para o empregado contribuir. Desta forma vai aumentar as desigualdades sociais. A reforma precisa enfrentar a concentração de riqueza, poucos com muito e muitos com nada. Quem ganha mais precisa contribuir com mais. Acho importante ajustar a proposta para a aposentadoria rural e debater os benefícios da prestação continuada. Ajustando, não tem motivos para não apoiarmos”.

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O governador fez também uma análise sobre a situação do Espírito Santo. “Com esse cenário ainda duvidoso precisamos ter cautela no que tange aos recursos próprios do Estado. As incertezas nacionais me impõem cautela. Preciso deixar o ano correr para ver como vai ficar a economia nacional. Mas com o dinheiro de transferência do Governo Federal, de parcerias, de financiamento, é pé no acelerador” – exclamou.

Durante a apresentação, Casagrande voltou a falar sobre o que define como déficit de infraestrutura no Estado, sobretudo, da malha logística. No entanto o governador se mostrou esperançoso com a articulação que está sendo feita em Brasília para garantir novos investimentos.

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