KATNA BARAN E BRUNO ZANETTE
CURITIBA, PR (FOLHAPRESS) – O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a defender nesta quinta-feira (25) a troca de comando na Petrobras e disse que não admite que um presidente de uma estatal a dissocie do seu aspecto social.

Foto: Marcos Corrêa/PR.

“Uma estatal, seja ela qual for, tem que ter uma visão de social, não podemos admitir uma estatal com um presidente que não tenha essa visão. Previsibilidade: temos que ter, temos que nos antecipar a problemas e ter visão de futuro, o nosso governo prima por isso”, afirmou durante evento na Usina Hidrelétrica de Itaipu, em Foz do Iguaçu (PR).

Crítico dos reajustes nos preços de combustíveis e da política de transparência da Petrobras, Bolsonaro indicou na sexta-feira (19) o general Joaquim Silva e Luna, atual presidente da Itaipu Binacional, para o comando da petroleira. O nome ainda deve ser aprovado pelo conselho da empresa.

A troca gerou reações de investidores. Entre sexta e segunda-feira (22), a estatal perdeu cerca de R$ 100 bilhões em valor de mercado.

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“Não é fácil buscar fazer a coisa certa, sempre é mais fácil se acomodar, tapar os olhos e deixar as coisas acontecerem, não podemos nos curvar a isso”, afirmou Bolsonaro no discurso.

Ao lado de Silva e Luna, o presidente elogiou o trabalho do general à frente da Itaipu.

“Pode ter certeza de que todos aqueles que dependem do produto da Petrobras vão se surpreender positivamente com o seu trabalho quando ele lá assumir”, completou.

Em Foz, Bolsonaro participou do lançamento da revitalização do sistema de Furnas, responsável pela transmissão ao mercado brasileiro da energia que o Paraguai não consome. A obra é considerada essencial para reforçar a segurança energética do Brasil para as próximas décadas, já que, segundo a usina, o sistema opera há 36 anos e está no fim da vida útil.

Destacando que a usina foi construída no período ditatorial, citando presidentes militares, como Médici, Geisel e Figueiredo, Bolsonaro elogiou a atuação conjunta de Furnas com Itaipu e disse que isso só foi possível por conta da “liberdade” que dá aos seus subordinados.

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“Todos aqueles que escolhi, quer seja para ocupar ministérios, estatais ou diretorias de bancos oficiais tiveram essa liberdade e somente dessa forma Itaipu Binacional e Furnas puderam trabalhar juntas. Isso que estamos fazendo aqui hoje nada mais é do que um trabalho da iniciativa e da liberdade que vocês têm”, afirmou.

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