Estudantes e professores do Centro Estadual Integrado de Educação Rural (Ceier) de Boa Esperança participaram, entre os dias 9 e 16 de agosto, do 75º Congresso Nacional de Botânica (CNBot 2025), realizado na Universidade Federal do Delta do Parnaíba (UFDPar), no Estado do Piauí. Segundo a Secretaria Estadual da Educação (Sedu), uma das pesquisas apresentadas pelos alunos esperancenses foi sobre a comunidade quilombola São Cristóvão, em São Mateus, abordando memória, identidade cultural, produção agrícola e religiosidade como marcadores da territorialidade quilombola.
Conforme a Sedu, os alunos do Ceier explanaram também sobre um estudo do Programa de Iniciação Científica Júnior (PIC Jr. FAPES/2025) relacionado ao desempenho fisiológico do rabanete (Raphanus sativus L.) em cenários de mudanças climáticas simuladas.

Foto: SeduGovernoES/Divulgação
De acordo com a professora Larissa de Albuquerque Silva, a experiência foi transformadora: “Além de conhecer uma nova instituição de ensino e acompanhar pesquisas de impacto social, os educandos puderam vivenciar diálogos, referências de estudo e trocas que ampliam horizontes, fortalecem a criatividade e abrem caminhos para futuros projetos acadêmicos e pessoais”, pontua a educadora.
O professor Marcel Merlo Mendes destaca a relevância científica: “O CNBot reúne os estudos mais atuais da área e proporcionou aos alunos contato com renomados especialistas, palestras e mesas-redondas. As saídas de campo também foram valiosas para aplicar na prática os conteúdos vistos em sala de aula” – salienta.
De acordo com a Secretaria da Educação, o evento reuniu pesquisadores e especialistas de todo o Brasil e do exterior, com foco na diversidade dos ecossistemas naturais e humanos, e na discussão sobre estratégias de diversidade, equidade e inclusão na ciência.
Alunos aprovam experiência no congresso e imersão na Caatinga
A estudante Julia Areia Rogério, da 3ª série do Ensino Médio, ressalta o orgulho de representar a escola e o Estado: “Foi inesquecível! Em sala de aula estudamos o bioma Caatinga, mas nada se compara a conhecê-lo pessoalmente. Percebi que éramos os únicos de escola pública e isso tornou a experiência ainda mais especial”.
Já a estudante Jamily de Souza Medeiros, da 1ª série, viveu sua primeira participação em um congresso: “Conhecer novos estados, culturas e dois biomas diferentes de uma só vez foi incrível. Aprendi muito sobre biodiversidade e preservação, além de viver experiências únicas, como visitar o Parque Nacional de Sete Cidades”.
Segundo a Sedu, além das apresentações científicas, os participantes tiveram a oportunidade de conhecer os Lençóis Maranhenses (MA), o Cerrado em transição para a Caatinga (CE), o Parque Nacional de Sete Cidades, o Centro Histórico de Parnaíba e o litoral piauiense, fortalecendo o intercâmbio cultural e científico.
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