InícioCotidianoARTIGO: PADRE ERNESTO ASCIONE - Assunção

ARTIGO: PADRE ERNESTO ASCIONE – Assunção

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A elevação de Maria, em corpo e alma, ao Céu, é motivo de grande júbilo para todo o povo cristão, pois no Céu, temos uma Mãe. Estando no fim de Sua vida, Jesus disse ao discípulo, “que Ele amava”, e, nele, a todos os que, ao longo dos tempos e gerações, teriam se tornado Seus discípulos: “Eis a tua Mãe”. O Céu está aberto: um coração de mãe nos espera! Em sua vida terrena, ela esteve perto de algumas pessoas; agora, estando em Deus e com Deus, está perto de cada um de nós, para nos auxiliar em nosso itinerário terreno.

Aos discípulos, tristes por Sua departida, Jesus prometeu: “Vou preparar-vos um lugar”. Um filho ama ter sua mãe junto de si: por isso, Jesus quis levá-la consigo, como primícia, na glória celeste. A exaltação dela, em sua Assunção, é penhor, também, da nossa. Com São Paulo, Maria diz: “É pela graça de Deus, que eu sou aquilo que eu sou, e a graça de Deus em mim não foi em vão”. Apontando o seu Filho, ordena, também, a nós, hoje, como, naquele dia, em Caná da Galileia, aos servos: “Façam tudo o que ele vos disser”.

Três mulheres, na Bíblia, são chamadas de “bendita”. Jael, mulher de Héber, que matou Sísara, chefe do exército de Jabin, rei de Canaã, inimigo de Israel: com um golpe de estaca, perfurou-lhe as têmporas, salvando o povo de Israel de segura ruina. Judithe, jovem viúva, que levava uma vida virtuosa – herdara do falecido marido muitas riquezas – é aclamada pelo povo de Israel: “Bendita mais do que todas as mulheres”: decapitou, Holofernes, chefe do exército de Nabduconosor, rei de Babilônia, que ameaçava destruir o povo de Israel.

A terceira é Maria, a Mãe do Messias, saudada pelo anjo, na Anunciação, “Kekaritomene” (repleta de Deus). Também, Isabel, no Espírito Santo, a conclamou: “Bendita, entre todas as mulheres”. Se Jael mereceu este título, por ter derrotado o exército cananeu; se Judithe e Ester venceram os inimigos do povo de Israel, quanto mais Maria, que venceu Lúcifer, nosso inimigo por excelência! A vitória delas anuncia a vitória de Maria sobre Satanás e seus dois aliados, o pecado e a morte.

O “Magnificat” – cântico, saído dos lábios e do coração da Mãe do Messias, – realça a opção, que ela fez: estar ao lado dos excluídos, como, Seu Filho, que, ao entrar neste mundo, escolheu entrar na categoria dos descartados. Neste cântico, Maria proclama a tríplice salvação, operada por Cristo: os soberbos e arrogantes, inimigos de Deus, “serão vencidos”; os marginalizados “serão cumulados de bens” e os opressores dos pobres “serão aniquilados”.

Prefigurada, no Apocalipse, na “Mulher, vestida de sol, com a lua, debaixo de seus pés, e uma coroa de doze estrelas na cabeça”, a nossa santa Mãe, Maria, nos faça dignos de louvá-la e exaltá-la acima de todas as criaturas, e de participar, um dia, com ela, do Reino celeste: nos cubra, hoje e sempre, com o seu manto sagrado e nos ajude a sermos fiéis até o fim à Igreja de Seu Filho. Amém.
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(*Padre Ernesto Ascione é missionário comboniano.)

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