Por
Tatiana Milanez
Repórter
Diante de uma equação complexa, com contas que envolvem letras e números, quem nunca se perguntou: onde vou usar isso na minha rotina? Nesse sentido, o projeto Maphissões –Matemática nas Profissões– desenvolvido com alunos da Escola Estadual Marita Motta Santos, em São Mateus, conecta estudo com futuro para demonstrar que a Matemática está inserida em todas as profissões, conforme pontua o professor da disciplina, Igor Alexandre Bayerl Thomazini.
“Cada turma apresentou um trabalho visando a relação da Matemática com as profissões. Foi muito importante, porque uma das perguntas mais ouvimos na sala de aula é essa: – onde vou usar a Matemática na vida? O projeto já dá a resposta. Uma oportunidade incrível para darmos essa resposta aos alunos” – salienta, em entrevista à Rede TC de Comunicações.

Responsável por coordenar os sétimos anos da escola no projeto, Igor Alexandre afirma que a proposta da dinâmica, que começou há dois meses, era que os estudantes escolhessem uma profissão e buscassem as características de cada uma e a relação dela com a Matemática. “Os sétimos anos, por exemplo, escolheram trabalhar com esportes e profissões relacionadas à segurança”, frisa, acrescentando que o projeto envolveu turmas do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental e de 1º ao 3º ano do Ensino Médio, culminando na mostra aberta aos visitantes ontem.
Ele pontua que mais de 20 profissões foram exploradas pelos alunos, como, por exemplo: nutricionista, arquiteto, radiologista, médico, advogado, entre outras.
Matemática está em todo lugar, diz aluna
A aluna do 7º ano da Escola Marita Motta Santos, Lara Karla Cardoso, afirma que atua como estudante protagonista –termo utilizado em iniciativa da Secretaria Estadual da Educação (Sedu)– e que participou efetivamente da construção do projeto da sua turma, voltado aos esportes.

Para ela, a Matemática não são só letras e números, pois defende que essa ciência está em todo lugar. “Não importa onde você esteja, Matemática está em qualquer lugar. Numa quadra de handebol, você precisa calcular a precisão e a força que vai colocar no arremesso. Na cozinha, precisamos calcular os ingredientes, quanto adicionar de sal em um prato ou de açúcar em um suco, por exemplo” – observa.
Ela salienta que sonha em ser médica e já aprendeu que nessa graduação também precisará da ciência dos números.
Estudante afirma que projeto ajudou a clarear seu futuro profissional
Assim como Lara, Igor Piassaroli também cursa o 7º ano na Escola Marita Motta Santos e frisa que o projeto de vida dele continua em construção, mas afirma que, ao participar do Maphissões, conseguiu enxergar com mais clareza as possibilidades para o futuro profissional.

“Com a feira Maphissões eu tive uma base do que posso fazer. Descartei algumas opções e agora eu tenho um entendimento mais amplo. Sei o que eu posso fazer. Ser um arquiteto é uma das opções” – revela.
No entendimento de Igor, a Matemática realmente está presente em todas as profissões. “Aprendi muito. Acho interessante que a Matemática não só nos dá a ideia de calcular, mas também uma visão para o nosso futuro. Ela está na escola, está em um banco, em todas as áreas” – sustenta.
Iniciativa vai ao encontro das propostas da rede estadual
de ensino, pontua superintendente regional Judson
O superintendente regional da Educação, Judson Coswosk, prestigiou os alunos na culminância do projeto Maphissões na manhã de ontem na Escola Marita Motta Santos. À TC, ele parabenizou a iniciativa, que, na opinião dele, desmistifica a Matemática e vai ao encontro da proposição de trabalho da rede estadual de ensino para este ano.

“O tema central deste ano é relacionado às conexões matemáticas. E a Matemática está em tudo, só que temos essa dificuldade de entender onde exatamente ela se aplica. Porque é um componente tão abstrato que pensamos ser superdifícil de aprender. Iniciativas como essa desmistificam a Matemática e tornam o estudo dessa disciplina mais prazeroso” – frisa o superintendente.
Na opinião de Judson, o formato consegue mostrar os números e fórmulas que existem no dia a dia e que muitas pessoas não conseguem perceber. “Tem tudo para dar certo”, complementa.
Já a diretora da Escola Marita Motta Santos, Bruna Bonomo, explica que a ideia de trabalhar o projeto de vida dos estudantes foi desenvolvida porque é o eixo das escolas de tempo integral no Estado. “Trouxemos a Matemática para despertar e descomplicar para que os meninos [alunos] entendam que a Matemática está em todas as profissões”, afirma.

Foto de destaque: Tatiana Milanez/TC Digital




