A mãe da Jaqueline, do José Pedro Júnior e do Paulo César, também é avó de seis netos e bisavó de uma menina de três anos. Maria Moraes, 62 anos, defende que, por ser bisavó, é “mãe três vezes”. A mateense é casada com José Pedro e neste Dia das Mães vai comemorar a data com a sogra e toda a família em uma reunião familiar em Santa Maria. “Vai ser um grande encontro com mãe, avó, bisavó e trisavó” – afirma.

Maria Moraes diz que troca experiências com os filhos, netos e a bisneta Maria Victórya, que inclusive reside com ela.

Em entrevista à Rede TC de Comunicações, a agente comunitária de saúde que atua no Bairro Vila Nova lembrou como foi a educação dos filhos na primeira infância e adolescência e fez um paralelo com a experiência que troca com os netos e a bisneta Maria Victórya, que inclusive reside com ela.

“Como os neto sempre estão perto, ajudo no que posso e crio a minha bisneta. Ela mora comigo e tomo conta dela. Ela tem três aninhos. É um presente de Deus na minha vida. Sou mãe três vezes de verdade. A diferença na educação, criação, é grande, ensinamos as mesmas coisas, mas de forma diferente. Eles aprendem muita coisa e rápido hoje em dia com tanta informação” – frisa.

Para Maria, por causa da tecnologia, as crianças ficam mais agitadas. Ela percebe que os pequenos não conseguem mais brincar como antigamente. “Jogar bola na rua, brincar com os colegas, é raro. Ficam voltados para as telas e isso complica muito. Antigamente era diferente, hoje em dia, com tanta informação, é mais difícil para eles nos ouvirem”.

 

“Antigamente a vida social era melhor para as crianças e os adolescentes. Isso é um desafio para as mães, as avós”

 

Maria Moraes com o filho José Pedro Júnior.

Ela observa que os netos são crianças obedientes, boas, mas que a educação nos dias atuais está diferente. “Tudo é muito moderno. Eles têm tudo na mão. Antes as crianças aprendiam mais os afazeres de casa, tinham mais a educação essencial” – pontua.

Maria recorda que ensinava os filhos a realizarem as tarefas domésticas. Segundo ela, cada um tinha responsabilidades na rotina da casa. “Lavar um banheiro, os calçados, guardar os brinquedos”. Ela percebe que atualmente esse tipo de ensinamento é mais difícil de ser estabelecido.

“Quando os adolescentes estão juntos, não conversam entre si. Cada um no seu celular e no seu mundinho. Antigamente a vida social era melhor para as crianças e os adolescentes. Isso é um desafio para as mães, as avós. A internet é boa, as tecnologias são boas, facilita, por exemplo, nas pesquisas escolares, mas é um desafio conciliar tudo isso” – enfatiza.

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