Passavam alguns minutos das 8h de sábado (27) quando a caravana apontava diante do mar de Guriri. Um ônibus e duas vans, seguidos por mais dois carros de passeio, logo em seguida estacionavam na frente da Escola Municipal Ouro Negro. Quando a chefe Mariana Machado se preparava para pôr o primeiro pé na Ilha, à frente dos demais visitantes, abria literalmente as portas para disseminar a fraternidade que acompanha todo escoteiro em sua vida. Começava ali o Acamgrup Guriri. E foi sim, em ambiente fraterno, conforme a avaliação da experiente chefe Ângela Pizzeta Altoé Domene, diretora de Métodos Educativos, uma das organizadoras do acampamento grupal, a marca do fim de semana que não passará na história dos grupos escoteiros Agenor de Souza Lé (7° ES, de São Mateus), e Jequitibá (25°, de Aracruz).

Depois de incontáveis abraços e sorrisos, e de breve instante para acomodar os pertences nos alojamentos separados por ramos (lobinhos, escoteiros, seniores e pioneiros) e por gêneros (meninos e meninas), foi a vez do café, o primeiro do intercâmbio. Para recebê-los, lá estavam os chefes anfitriões Maria do Carmo Furtado Azevedo (diretora de Métodos Educativos do 7° GE) e Dalmar Alcoforado Lacerda (diretor regional), que representaram a presidente Ana Maria de Oliveira Pestana.

Os visitantes haviam pegado a estrada às 5h30, enquanto escotistas e dirigentes do grupo local antecipavam a madrugada nos preparativos finais do acampamento e da festa junina, que fecharia a programação do primeiro dia, numa atividade aberta à comunidade mateense.

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Entre esses dois momentos, houve uma sequência de atividades. Lobinhos, os mais jovens, foram para o Bosque da Praia. Enquanto esticavam os olhos pra ver o mar azul e enlouqueciam com os aromas que emanavam de churrasqueiras ao redor, aprendiam novas lições, de forma lúdica e em meio à natureza, que devem guardar para a vida toda. Na energia dos Akelás, os lobos compartilhavam de momento de pura felicidade.

Na área central do balneário, patrulhas de escoteiros e sêniores/guias, montavam estratégias para decifrar enigmas contidos numa carta-prego, verdadeira caça ao tesouro na Ilha de Guriri. Encontraram, sim, valores muito nobres, como novos amigos e belezas naturais de tirar o fôlego.

No comecinho da tarde, retornaram para o almoço, preparado por uma equipe que veio especialmente de Aracruz. Devoraram tudo, inclusive os mais relutantes a comer fora. Recomposta a energia, foram saudar o Oceano Atlântico. Não puderam entrar no mar por um imprevisto de última hora, mas aproveitaram para curtir a brisa atlântica caminhando pelas areias douradas de Guriri.

O Sol indicava o passar do tempo quando seguiram para desvendar mais um segredo da Ilha, a tal casa de cabeça pra baixo. Ficaram literalmente de ponta-cabeça. Tudo registradinho, claro! Parecia que estava bom, mas com escoteiros os limites estão sempre adiante.

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Na night, com ‘zerinho’ e tudo

Banhos tomados, mais uma refeição reforçada, e lá foram crianças, jovens e adultos para a night, que em Guriri é sempre inesquecível. No ‘Arraiá do Sinhô Agenor’, a comida era boa, e as brincadeiras muito animadas. O Correio do Amor virou uma plataforma de troca de elogios e agradecimentos. E na brincadeira da cadeia lá foram parar chefes, jornalistas e até os anfitriões do espaço. Era pagar para prender e, para sair, também. Tudo na fichinha. Cadeado em quem não cumprisse o combinado.

Uma pausa para a ‘quadrilha maluca’, que envolveu diferentes gerações, convidados e até uma noiva abandonada. Tudo ia animado até que, de surpresa, um trenzinho iluminado fechava a rua em frente. Os primeiros sinais de sono dos mais novos foram logo embora quando soou o chamado para o embarque.

Os escoteiros, jovens e adultos, junto com os convidados, claro, embarcavam em mais uma aventura inesquecível. A carreta Furacão arrastou a turma por um tour noturno por Guriri. Aquela turma animada de lenço no pescoço foi aplaudida e aplaudiu. No ponto final, ou inicial, do calçadão da orla, a máquina da diversão começou um ‘zerinho’ e continuou rodando, manobra de vencedor de Fórmula 1 ou Indy, inimaginável para um veículo daquelas dimensões. O experiente piloto ganhou palma escoteira, pela doação do passeio e pela habilidade.

Com certeza, aquela manobra e as acrobacias da turma da carreta Furacão ocuparam os sonhos naquela noite, encerrada com um sorteio já nos primeiros minutos de uma nova semana.

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Porto Histórico e Igreja Velha no até logo

Se o primeiro dia foi loooonnnggo… A programação do segundo, o domingo, foi mais curta, porém intensa de emoções na fraternidade escoteira. Começou cedo, às 6h, com alvorada. Às 7h já tinha saudação à Bandeira Nacional, numa cerimônia tradicional chamada Iboa, com agradecimentos recíprocos no final.

Na sequência, café reforçado, uma atividade com foco na espiritualidade e, a seguir, a turma pegou a estrada em direção ao Porto Histórico. Na imersão pela história de São Mateus, do Espírito Santo e do Brasil, muita curiosidade, sorrisos e fotos.

A adrenalina alta ajudou na subida da Ladeira Cyro Sodré. No topo do morro, uma olhadela para a centenária igreja que por 30 anos foi a Catedral de São Mateus, uma obrigatória parada na Praça do Mirante, para contemplar o Vale do Rio Cricaré, e lá foram eles para as ruínas da Igreja Velha.

Mais fotos, histórias, brincadeiras… O Acamgrup Guriri chegava ao fim. Sobravam convites para novas aventuras fraternas entre aqueles irmãos de lenços diferentes, mas que têm em comum Princípios, Organização e Regras.

Leia também: https://tconline.com.br/acamgrup-guriri-integracao-para-a-interacao-entre-os-jovens-escoteiros/

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Por
Gilmar Henriques
Editor

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