Os valores que deverão ser pagos, a título de indenização, às famílias dos 10 atletas mortos e também aos que ficaram feridos no incêndio do alojamento do Centro de Treinamento do Flamengo, conhecido como Ninho do Urubu, deverão ser definidos até a próxima semana. A informação foi dada pela defensora pública Paloma Araújo Lamego, que participou, nesta sexta-feira (15), no Ministério Público (MP), de reunião da força-tarefa criada para resolver o problema e definir medidas a serem tomadas. O incêndio foi no dia 8.

“A atuação da Defensoria Pública diz respeito à indenização das famílias das vítimas. Com relação ao acordo, a gente já tem várias cláusulas, já consegue ter a maior parte do acordo proposto. Nós teremos uma nova reunião na segunda-feira (18). E acreditamos que, ainda no início da semana, se tenha o acordo fechado” – disse Paloma.

A 2ª subdefensora pública-geral do Estado do Rio de Janeiro, Paloma Araújo Lamego Macedo, afirma que cada caso terá um valor calculado, dependendo de parâmetros a serem estabelecidos, que levarão em conta a carreira que o atleta poderia ter exercido ao longo dos anos e os valores salariais que ele poderia receber como profissional. -Foto: Tomaz Silva/Arquivo Agência Brasil

Ela informou que a Defensoria se propõe a assessorar as famílias, inclusive as que moram em outros estados, para fazer o atendimento e os acordos individuais, pois cada caso terá um valor calculado, dependendo de parâmetros a serem estabelecidos, que levarão em conta a carreira que o atleta poderia ter exercido ao longo dos anos e os valores salariais que ele poderia receber como profissional.

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“Existe um acordo geral, e depois a gente faz os acordos para cada situação. Os valores ainda não estão fixados. A gente criou parâmetros de indenizações. A ideia é que, na segunda-feira, chegue-se a um acordo dos valores mínimos. A carreira do atleta é considerada no estabelecimento do acordo” – disse a defensora.

Segundo Paloma, quem aderir ao acordo não poderá, futuramente, processar o Flamengo. “O acordo é uma resolução que inibe a postura de outras demandas sobre os mesmos temas”.

Por
Vladimir Platonow
Agência Brasil

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